sábado, 12 de março de 2011

Hugum!


Nosso itinerário é diretamente proporcional  a minha vó na corrida de são silvestre lomba acima e de costas..
É leva muito tempo...

Nos primórdios  antes de sair, as mães pediam para as crianças irem ao banheiro, pois se desse vontade no caminho, não tinha como fazer, ia ter de segurar... se estiver com o numero dois fora de controle, que ficassem em casa.



Algumas pessoas costumam passar mal, bom eu não tenho nada contra aqueles que passam mal, mas PQP fica em casa, claro que também ninguém escolhe quando vai passar mal, entretanto é possível utilizar o método de prevenção(plazil, jejum, ioga), é uma palavra que esta na moda hoje, mas as situações são inevitáveis e nos resta apenas ser expectadores desse esplendoroso espetaculo.

Uma vez lá pela cavalhada**

// quase paralelo ao abismo onde o mundo quadrado acaba//

Em plena segunda feira sobe um cidadão no ônibus, que por sorte na época estava meio vazio, onde esse ser de aparência normal chama minha atenção devido a tendência sonoplasta que ele tinha:

// O som era definitivamente uma fusão entre um despejo de concreto e uma necropsia//.

Algo do tipo:

// pá de cimento e jogada no chão porem com um volume maior , não sou fraco pra essas coisas se você for pare de ler....//

PQP as 8h da manhã, o cara vomita uma pá de cimento que esse desgraçado comeu?

Certo, fui conferir:

Quando olhei aquilo, fiquei espantado pois não parecia que tinha sido digerido, era como se pegasse um prato e jogasse no chão. Era macarrão a bolonhesa( expressão utilizada lá no café aqueles com a toalhinhas feitas pelas avos quem trabalha em cafés – leia o café) ou massa com guisado(mazah cafeteria !) O pior não era isso, pior era o horário, 8h da manhã... massa com guisado!

Imagina o cara acorda tipo umas 7:30, abre a geladeira paga uma panela de massa com guisado, encosta suavemente a borda da panela no queixo, abre bem a goela e permite que essa delicia culinária deslize sem passar pelos nossos trituradores naturais, para que depois possa devolve-lo a vida quase iguais condições no frio assoalho metálico do ônibus e um pouco de suco da bílis, que escorre suavemente conforme o balançar do coletivo.

Método preventivo pra esse caso:

JEJUM.

O jejum consiste em não comer nada, simples poderia ter sido evitado..
O pior era a cara de arrependimento do cara sabe,  ele fez aquela cara... com a mão estomago e o lábio inferior meio solto ainda com um fiapo de baba, perecia arrependido... como que tivesse desperdiçado.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Lie.

  Tratar das inverdades que nos cercam não é uma tarefa fácil, somos atrapalhados e constantemente enganados pela nossa própria ingenuidade, que vai nos dominando e infelizmente só vemos a verdade quando ela não tem mais nenhuma valia, e passa a se  tornar apenas tortura saber a verdade e não saber o que fazer com ela apenas uma satisfação pessoal que nos aflige juntamente com uma decepção que nos cerca, e faz com que nos achemos que realmente não precisamos ser sociáveis; que não conhecer a verdade pode ser um pouco saudável, e pode fazer com que  envelheçamos menos a ponto de não nos incomodar com ela mas nunca a ponto de nos deixar enganar com tempo.

   Temos sempre as melhores intenções, quando tentamos de certa forma fazer algo de bom em favor de outrem , porem muitas vezes acabamos esquecendo de quanto isso pode custar sem querer vamos nos atrelando cada vez mais e alimentando algo que em hipótese alguma deveria ser alimentado, pagamos o preço pelas nossas escolhas, e nem sempre são fáceis de serem pagas, na verdade é bem difícil, pois as vontades relacionadas a prestar algum tipo de ajuda sempre remete a algo que talvez possamos receber, tentar e ser o melhor não basta para aqueles que não sabem de fato o que querem pra si, não sabendo disso nunca poderão fazer por você o que você faria por elas pois o egoísmo atrelado a não sapiência, faz com que essa espécie de pessoa sempre concentre suas ações no seu próprio umbigo, esquecendo das vezes que estava do outro lado, esquecendo da vezes em que foi solicitado e atendido, fazendo muito pouco, mas exigindo muito, sem valorizar suas ações e sem considerar o tamanho da fossa em que você se enfiou, no final o resto é sempre o mesmo.

   Alguém que paga por ter acreditado em algo que talvez fosse muito superficial para ser acreditado tão piamente, e outro alguém mais seu umbigo não paga nada apenas fica ali... vendo como o outro se vira se revira e se reconstrói.

   As imposições decisivas da vida muitas vezes deveram optar por aquilo que mais possa nos interessar, ou atender nossas necessidades muitas pessoas essencialmente materialistas deixam de prestar assistência ao que importa e se revelam, essas revelações fazem todas as mascaras caírem de maneira que não é mais possível confeccionar uma nova, as vezes acho que nos mesmos somos culpados, pois procuramos encontrar qualidades escondidas atraz dos defeitos, a superação de obstáculos fraternos quais seriam o básico na mutualidade confiável, se quebram por puro materialismo exacerbado, no intento de conseguir mais “coisas” ou então resgatar o que foi deixado para trás...

  Às vezes penso se foi deixado para trás, não existe razão de “ser” ou de existir simplesmente faculta nos interesses materiais de posse ou de obter sucesso almejado naquilo que nos interessa, fazendo-nos esquecer que a valia disso tudo é temporária, é inexistente é apenas um instante temporário de falsa felicidade realizável atravez de coisas concretas,  isso é,  coisas que podemos obter com outras coisas, esquecemos que o que mais importa é o abstrato aquilo que não vemos, não compramos, não podemos adquirir, apenas temos, somos e sentimos.

  Para muitos esse texto não fará nenhum sentido, serão apenas palavras jogadas em uma ordem lógica, pois o sentido intrínseco, esta para aqueles que sabem o significado do penúltimo parágrafo... visões que surgem apenas quando nosso olhos se fecham para o mundo.

  Ficamos a mercê de nos mesmos, achando que as possibilidades e as expectativas dependem da nossa falsa esperança relacionada as ações de outrem... Muitas vezes agimos tão naturalmente que chega a ser meio ridículo e constrangedor, contar demais com quem tem muito pouco a dar, o incerto predomina e alguém manipula tudo, quieto sem se mostrar apenas mexendo as pecinhas aos poucos e fazendo com que nos sintamos marionetes, o que não é nem um pouco saudável ser manipulado e acreditar no que é falso, não traz nada de bom como retorno ou merecimento, somente uma vitoria parcial que denuncia a fraqueza de todos nós !

 Todo isso acontece com todos nós, e as vezes temos apenas de avaliar a causa pra saber se as consequencias valeram a pena.

 Mas tudo isso é só um devaneio...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011

O ano até pode ser novo mas a  segunda feira sempre será a segunda feira...

domingo, 7 de novembro de 2010

O maestro da garrafa...

   Em mais um dia difícil estávamos eu e mais alguns, que também não devem ter tido um dia muito fácil. Todos nós, acredito, que extremamente felizes por estar tirando proveito de um dos mais belos passeios turísticos de porto alegre – Belém novo centro/bairro!
  E em um desses bairros, dentre os vários que passamos, pra que eu possa me localizar no tempo, olho para um relógio, desses de rua, que prontamente me informou 22:33h.
  Longe de casa e Tarde já, e ainda faltavam longos 27 min. mínimos para voltar e tornar real o maior anseio de todos que estavam naquele coletivo, Chegar em casa...

Buenas,

 logo mais adiante, 5 min. Depois, a precisas 23:38h o ônibus parou...

Proximo a  um sinal que estava vermelho, normalmente se para quando o semáforo acende o vermelho e segue adiante quando ele fica verde, entretanto o sinal ficou verde e o ônibus continuou parado, quando passaram 5 mim e o semáforo já havia apresentado sua medíocre aquarela eu percebi que as pessoas olhavam para traz, e se voltavam para frente com um ar de”pergunta respondida” ...

O pecado...

Pensei:

PQP, quem será o FDP que esta fazendo que essa M de ônibus fique nessa P!! de sinaleira

Olhei contra o vidro e vi que alguém fechava uma cadeira de rodas...

Era um cadeirante...

Espraguejei e xinguei a mãe do cara, e quase toda a família pra umas próximas 5 gerações, mas me arrependi... tive um sensação bem ruim...

Pensei:

Vou pedir desculpas pra ele,mesmo não sabendo da situação exagerei, então com toda humildade eu me desculpei, obviamente utilizei o mesmo método que proferi o xingamento :

...Interna e mentalmente tipo, em pensamento. Fiquei mais tranqüilo. E seguimos...

O cadeirante:

O cara subiu no ônibus, e agradeceu a ajuda pessoal que teve, firmou-se no centro do corredor do coletivo e lá atrás do bus, e fez um agradecimento geral e iniciou seu discurso:

Obviamente ele tinha um apelo físico, pois não poderia fazer um apelo do tipo “eu podia estar”, então se iniciou o discurso e ai que terá inicio seu momento orquestral.

A sinfonia.

Após um longo discurso o qual eu não escutei nada pois estava com fones, eu olhei discretamente para o lado e percebi que uma garrafinha de achocolatado vazia e recém bebida passava por entre os passageiros, assim do fundo para a frente, nessa garrafinha continha umas moedas, e uma nota de dois reais colada pelo lado de dentro, o resto de achocolatado ocupava um espaço ínfime entre o lado interno da garrafa e a nota de dois reais, naquele momento, resolvi remover um dos fones, para dar atenção a trilha da garrafa.

A garrafa flutuava entre os bancos do coletivo, e quando ela atrasava dois milésimos de segundo, o maestro da garrafa falava “é só passar a garrafa pessoal” “isso!” “é só passar a garrafa” .

Bom, nesse momento retirei 50%da desculpas que tinha pedido, e xinguei até a segunda geração.

PQP!

Alem de esperar o cara subir no ônibus por aproximadamente 5 mim, ele ainda queria meu dinheiro que apesar de ser meu eu não tinha, isso em miúdos é pagar pelo atraso! Por alguns segundos eu pensei em cobrar pelo atraso a garrafinha chegaria até mim e seria simples e fácil, mas não pecaria outra vez, melhor nem tocar na achocolatada garrafa.

Era o momento.

Eu via que entre um ”é só passar a garrafa pessoal” e outro “’e só passar a garrafa pessoal” a garrafa se aproximava da minha posição... Rapidamente eu montei uma estratégia pra não pegar a garrafa em contrapartida o sucesso do plano não dependia só de mim.

// duas opções:

Se a pessoa da esquerda pegar a garrafa, provavelmente passaria a garrafa para a pessoa que estava ao meu lado.

Se for a direita certamente vai passa pra mim !

Foi quando eu fiz minha grande descoberta!

Murph o cara que bolou a maior de todas as leis... desceu na cavalhada!

exatamente o que aconteceu! Não peguei a garrafa!

Murph pega o Belém mas desce antes...

Mesmo percebendo minha negativa minha parceira de ônibus passou a garrafa a uns quinze centímetros do meu nariz, o cheiro de achocolatado velho com nota de dois reais usada era claro.. Mas passou... Eu quase peguei aqueles dois reais... Então percebi a grande sacada do maestro:

Explicação cientifica:

Os restos de achocolatado dentro da garrafa mantém as notas basicamente untadas na própria garrafa, as moedas levemente umedecias se mantêm juntas umas com as outras alem de desencorajar os mais anojentados de pegar uma nota daquelas o que faz com que a garrafa transite segura e sagazmente por todo o coletivo, é por isso ele é o Maestro.

O maestro da garrafa também era um ótimo controlador de trafico...

E como um profeta ele proferiu...

“motorista encosta bem na calçada”

O motorista encostou..

E o nosso maestro e profeta novamente disse:

“não, não! toca embora que eu vo desce na funerária”

E assim seguimos viagem...

Chegando próximo a funerária ouve-se:

“motorista encosta bem na calçada”

Quando ouvi isso lembrei do tempo que tinha esperado ele subir, agora teria de esperar ele descer, descobri também que o cara que o havia ajudado a subir era na verdade seu comparsa, uma espécie de diretor financeiro, cuidava do dinheiro e da fonte também...

Retirei meus outros 50% de desculpas e inseri as 3 gerações de volta nos meus xingamentos...

PQP, é o Belém!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pobrezinho nasceu em Belem...

Em porto alegre onde muitas coisas acontecem, os privilegiados moram próximos a todos esses acontecimentos ficam por ali nos centros entorpecidos, dançantes e prostitutivos, cidade baixa, jardim botânico, centro, Ipanema, tristeza, diversos bairros conhecidos e bem estruturados com uma boa renda per capta cheio de pessoas alternativas e bandas de suf music.

O que esses cidadãos não sabe, é que existem outros bairros que não são lembrados, pelo padrão interiorano e a distancia em relação ao centro , a não ser quando são citados nas paginas policiais ou como parâmetro de temperatura aqueles que me conhecem achariam que eu estaria falando de Belem Novo e realmente estou!!

É incrível e estimulante, só pra chegar até lá levamos uma hora e 10 em média. É longe e desconhecido, tão distante que o Fantástico(programa chato exibido pela globo aos domingos) só passa na segunda...

Exageros a parte Belem novo tem o desagradável costume de ser ilocalizável é preciso ter uma boa noção para localizar as pessoas geograficamente , Gps não funciona por lá.( só vai quem conhece, então pra que Gps?)

//Muitas vezes as pessoas perguntam//

Em que bairro você mora?

Essa pergunta poderia ser respondida com simplicidade, se você morasse na tristeza cidade baixa centro...

 Porque uma só resposta bastaria.

No começo quando os nativos começam sua exploração (saem de belem) e somos perguntados no dialeto padrão...

Quando tu fala que é em belem novo... logo em seguida somos acometidos por outra pergunta:

Onde fica isso?

Depois de 10 anos tu começa a dizer o caminho...

Eu moro no extremo sul, belem novo conheces?

O vivente fala:

Não!

La perto de Ipanema...


Ah Ipanema...

//É que porto alegre literalmente só vai até Ipanema, depois temos um abismo onde o mundo acaba,( sim acredito que a terra seja quadrada!!!) e onde hoje está perdido Ulisses Guimarães, uma pedaço do Titanique, a casa do Peter pan, Duas pedras com 3 dos 10 mandamentos, o oitavo anão alem do Elvis(que é menos importante) também esta por lá.//

Primeiro quando começamos a explicar tu tem que dizer:

Belem novo...

Sul da zona sul, passa Ipanema, passa urubata, lá perto do aeroclube...

Então as pessoas dizem:

é longe hein...

Na verdade nós belendrengos temos peculiaridades relacionadas a alguns itens que fazem referência ao nosso bairro:

Nos todos moramos em belem e não no belem como ficam dizendo...

“ele mora lá no belem”...

Belem novo não é a mesma coisa e nem é perto de belem velho e nem “é tudo praqueles lados”

Um é em um lado e outro é pra outro...

E sim foi lá que Jesus nasceu...

Disse tudo isso para dizer que em uma 1:10 minutos de viagem até a terra sagrada tudo pode acontecer, e por ai que seguirá o dito.. na próxima!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

" O Programa"

Estava eu lá pelas 3:40 da manha na parada da azenha, meu "status" alcoólico não permitia que meu raciocínio sobre o mundo e as coisas que nos norteiam fosse preciso o suficiente para que eu pudesse discernir as coisas corretamente e chovia.

No outro lado da rua havia uma mulher, ela esta indo em direção bairro-centro, a pé estava vestida basicamente sem extravagância nem acessórios pejorativos e plausíveis de avaliação comportamental.


Ela foi até a esquina parou - me olhou - atravessou a rua e veio na minha direção...

Pensei:


Bá depois de uma breve conversa sobre espíritos e rezas que pagam contas e trazem retorno financeiro imaginei:


La vem meu maço de $$$.

Ou piorando a hipótese (eu queira acreditar no maço de $$) alguma informação/ comentário inútil, tipo:


- Que chuva hein?

Ou

- Que horas abre o ponto frio?

Ou

- A Assis Brasil é muito longe daqui?


Mas o pedido seguiu os padrões da noite e do horário:


Tu me consegues um cigarro?


//Pediu ela com alguma doçura*


*Doçura é uma técnica milenar utilizada por algumas mulheres quando querem alguma coisa de alguém (dos caras especialmente), elas utilizam em dado momento de necessidade, é um reflexo automatizado e com o tempo e técnica, fazem milagres, que oscilam de entrevistas de emprego até gravidez de jogador de futebol./

Continuando...

Eu consegui o cigarro pra ela, e imaginava ouvir qualquer coisa, tipo:

Obrigada pelo cigarro e aqui esta seu maço de $$$( eu ainda tinha esperança)

Ou ainda:
Ah já ia me esquecendo eu trouxe um maço de $$$ pra você!

Porem, ela fez uma segunda pergunta:

//Que não estava incluída nos padrões que conheço//

Disse ela novamente:

- Tu não faz programa?

Nesse momento tive um lapço de esperança renovada:

Voltou novamente o histórico do dinheiro do além:

Ela me solicitou um serviço – pensei- ai vem meu maço de $$$//

Quase aceitei de cara!

Mas no remaker mental que tive do filme essa não era a ordem dos fatos, primeiro o dinheiro era entregue e depois era agendado a prestação do trabalho , que no filme nunca aconteceu.

Bom, mas eu tinha uma resposta a dar e durante breves segundos eu pensei em varias tipo:

-Faço sim domingo no SBT. Programa show de calouros “oooieeee”!

-Sim o ultimo que fiz era pra controle de estoque de uma sapataria!

-Sim organizo programas de reabilitação de ex- presidiários, e reinserção na sociedade!

// Mas obviamente eras quase 4 horas da manha e não era sobre esse tipo de programa que ela queria saber.

Estarrecido eu com a pergunta instigante em meio ao silencio que tal interrogação me causou eu respondi meio de resvegueio.

- Olha moça, se eu tivesse nas minhas perfeitas condições físico, psíquicas alcoólicas possivelmente eu até faria ( péssimo!!!).

- Tu estás bêbado?
Ela perguntou.
- Ligeiramente alcoolizado!
Eu respondi:

E veio a terceira pergunta:

Tu não tem dois pila...

PQP!!!

Que espírito FDP é esse que alem de até agora não aparecer o tal maço de $$$, ainda quer levar o pouco que me restou!

Ou quem sabe ela vai aproveitar a promoção dos ”papeleiros Escort Love boy”. Com dois pilas seria talvez uma possibilidade de “programa”

Disse eu:

- Bá moça infelizmente eu bebi todo meu dinheiro...

Ela agradeceu, e voltou para o outro lado da avenida azenha, onde permaneceu na esquina andando em círculos...

Não foi dessa vez que veio o retorno financeiro.

Até chegar o Belém eu ainda achava que ela iria atravessar a rua, dizendo.

-Ah, já ia me esquecendo aqui esta seu maço de $$$!

Isso também não aconteceu...

Vou esperar a próxima!















quinta-feira, 27 de maio de 2010

O café....

Esse espaço fui gentilmente cedido e esses expoentes da musica conteporanea!

Parabens pelo impreterivel sucesso " Atleta e treinador" Parabéns!!!





Era uma bela tarde de domingo, estávamos entre 5 pessoas e ½, e como que, para ser surpreendido:


Depois do almoço fomos a um café...



/primeira pausa/

Um local de muito requinte( gay) onde as pessoas na sua esmagadora maioria tinhas extrema finesse (boiolisse), e éramos constantemente enchuveirados por pétalas de rosa. Contrastando com todo o requinte e a finésse do local(pura boiolisse) havia o SERJÃO que segundo os nativos , ele estava diferente; talvez alguém dera algo para ele beber; em constantes murmúrios se ouvia:

 
“ O SERJÃO não é assim, o que houve com ele?”

/fim da primeira pausa/

O local esse, era um ambiente completamente estranho, as mesas tinham “toalhinhas tricotadas” sei lá, acredito piamente que deve ter sido feitas pela avó daquelas pessoas que trabalhavam ali, inclusive tenho certeza que todos foram criados por ela.

O café tinham varias regras subliminares, não podia falar, não podia sorrir, tinha que ter cara de pastel frio...

Sem pestanejar uma garçom trouxe um cardápio e fez a seguinte pergunta:

- O que vocês gostariam de pedir “queridos”.



/segunda pausa/

Eu acho estranho sei lá, apesar de parecer ter sido dito para os clientes se sentirem a vontade, eu me senti desconfortável ao ser chamado por um ser necessariamente do sexo masculino(o que na pratica talvez não signifique nada) de “querido...”

/fim da segunda pausa/


Eu olhei pro cara, e como em qualquer outra cafeteria/café e fiz com orgulho o meu pedido:


- “um café expresso”

/ juro que eu queria o da Rodoviária que é meio litro por R$0,50/


As pessoas na mesa... aquela com a “toalhinha feita pela avó que criou aquelas pessoas que trabalham em cafés”, estavam escolhendo uma bebida. Vinhos cafés coisas do tipo, porem alguém entre os tantos da mesa... exatamente! a da toalhinha; se preparou para fazer uma sugestão...

Então durante alguns segundos a cena se transformou:

O Sol batia no lado oposto dos olhos de quem se preparava para fazer o pedido , um leve brisa veio e soprou com suavidade seus cabelos fazendo um leve balanço e então, meio de soslaio, veio a frase:

- Vamos pedir uma “espumante”...

Me olharam...

E perguntaram:

- Tu queres?

Eu pensei:

/ Bá!!!( abreviação de Barbaridade) esse lugar GLS, nessa mesa de toalhinha feita pela avó que criou essas pessoas, imagina o quão gay será essa tal de “espumante”./

Eu até estava com uma leve vontade de beber. Mas mantive firme na minha escolha:

-Não, não, só o café.

O garçom voltou, para atender nós, “os queridos”!

Fiz o meu pedido.

- Café expresso!

E ouvi o outro pedido:

-Vamos querer uma espumante:

O garçom faz mais um questionamento:

-Branca ou rose?

E de todas as respostas, tinha uma que eu temia e com a presença do Murphy não poderia ser diferente:

- Rose!

/Ela disse e todos concordaram/

PQP.( tomara que o café valha a apena).


/Terceira pausa/

O nosso representante ½ que não, não era um anão gay! (o que não seria um espanto) era uma criança e crianças não podem ir em cafés, porque lá não pode mexer nem os braços nem as pernas e não se pode também emitir sons, deve-se ficar sentado em silêncio e de preferência acompanhar as expressões neutras faciais(o pastel frio!), como os demais.

Vislumbre:

(dialogo - inteiros versus ½ )



- Pare com isso Representante ½.

-Onde já se viu!!!

/ Diz a mãe com ternura.../

-O que?

/Pergunta o pai, adocicadamente curioso./

-O representante ½ esta mexendo os braços e as pernas!!! Alem de estar emitindo sons!!!

/Diz a mãe com um belo sorriso./

-Onde já se viu!!!

/Murmura o pai!/

-Pare agora de mexer os braços e as pernas, se não vai pro castigo!!!

/Complementa a mãe!/

/ fim da terceira pausa/


Quando estávamos já a vontade no bar para tetraplégicos, digo café... veio o garçom:

Com taças com morangos na borda (que fez alguns até pensarem... O que vou fazer com o meu nariz? como beber nesse copo com esse morango na borda?)mais uma cremeira que pelo local deveria se chamar de: “strawberry ice” um baldinho rodado de pétalas de rosas, aliás tudo lá tinha pétalas de rosa!

E o meu café?

Meu café tinha um pires cheio de pétalas de rosa. E o dono do café, passeava com um bandeja de garçom cheio de pétalas de rosa jogando na cabeça das pessoas.( isso me irritava) mas não era qualquer jogada de petalas de rosa na cabeça da pessoas, Ele (criado pela avó; exatamente! aquela que fez as toalhinhas) arremeçava a rosas como se fizesse um passe de balé...

Eu estava completamente deslocado, pensando em uma cerveja gelada, uma mesa de sinuca, algumas vagabundas, um boteco sujo com cheiro de gordura e nada absolutamente nada naquele lugar me era aconchegante ou familiar ou me fizesse sentir em casa, até eu ir ao banheiro.

99.9% do banheiro era tão hostil pra mim quanto o resto todo do “café” um dos integrantes teve pena de cagar no banheiro, e foi cagar em outro lugar, por “pena” imagine.

Eu fui visitar o banheiro, tinha muitos itens trazidos pelos “criados pela avó” cremes, sabonetes, pantufas, “tapetinhos” feitos ,tenho certeza! que a mão! pela avó que também faz “toalhinhas” e que criou aqueles que trabalham nos cafés.

Já no banheiro quando eu fui fechar a porta é que tive o meu momento mais hospitaleiro, que fez com que eu me sentisse em casa que me remeteu aos piores botecos da cidade e que matematicamente representa 0,01% da não hostilidade:

o “trinco”da porta era uma “tramela”

Industrializada claro, aquelas pequenas de metal. Mas não deixava de ser uma tramela!

Foi o único momento em que me senti a vontade:

Quando fechei e abri a porta do banheiro.

Na despedida após termos saído do café cometi um erro gravíssimo.

Eu disse:

- Gostei da cafeteria!

/Café, cafeteria não importa a conceituazaçao pra mim sinceramente é a mesma coisa, afinal tem café/

Porem alguém entre os 4 e ½ chamou a minha atenção, dizendo primeiro com voz turra e desprezível, depois com um tom meigo e levemente adocicado...

- Não é um cafeteria!!! ( primeiro tom de voz)

- É um café( segundo tom de voz). Ouvi e calei-me apenas dizendo que:


Eu bebi um café... era uma cafeteria, e não satisfeito com a minha desrrequintada ignorância fui a traz das definições:



Café ->Um café é um estabelecimento que partilha certas características com os bares e com os restaurantes. Como o nome indica, os cafés dedicam-se a servir café, chá e outras bebidas, bem como refeições rapidas. Em termos de comida, as escolhas podem ir da pastelaria às sanduíches e aos pratos combinados.



Cafeteria ->Cafeteria é o estabelecimento especializado em servir café, embora possa servir como complemento outros alimentos.

Apos eu ler as definiçoes que encontrei, finalmente descobri a monstruosa e horrenda diferença entre um café e uma cafeteria que é:



NENHUMA! a nao ser a maneira que utilizamos as palavras para descreve-lo, se nao vejamos:

Vamos recaptular as definiçoes:

Sobre o café:

“Um café é um estabelecimento que partilha certas características com os bares e com os restaurantes. Como o nome indica, os cafés dedicam-se a servir café, chá e outras bebidas, bem como refeições rapidas. Em termos de comida, as escolhas podem ir da pastelaria às sanduíches e aos pratos combinados.”

Se EU fosse resumir o que é um café eu diria:

“É o estabelecimento especializado em servir café, embora possa servir como complemento outros alimentos(isso inclui outras bebidas).”



Acho que a diferença radical entre eles é o sexo e o fato de que o café é um ambiente administrado e servido por pessoas que foram criados pela avó, diferente da cafeteria.


Para exemplificar e facilitar o entendimento seria mais ou menos assim!


/Na cafeteria você diz: /

“ Vai tomar no cú!!!”

/No café voce diz:/

“Senhor, por obeséquio , dirija-se a ingerir pelo anûs. Obrigado.”

/Ou ainda:/

“Cala a boca seu filha da puta!!!”

/Já no café:/

“Poderias por favor silenciar suas cordas vocais, oh senhor.. amaternado por uma messalida.”

/Melhor:/

“Vai te fuder, enfie essas moedas no olho do teu cú!!”

/E no café:/

“Meu caro, vá copular consigo e aproveite para introduzir com suavidez esses valores monetarios no seu orificio ocular anal.”


Entao é isso!!!

Mas valeu a experiência e rendeu a estoria.